sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mãe é Mãe. Com letra maíscula mesmo.

Hoje vamos de texto pronto!

Eu recebi esse texto pela primeira vez quando estava grávida, nem me lembro de quem.
Também não sei quem escreveu.
E apesar de ter me emocionado quando li, acho que o sentimento na época foi mais de 'ai meu deus' ou qualquer coisa parecida.

Hoje, com a Beatriz grandinha e eu recuperada, me acabo de chorar quando releio.

E percebo que quando eu lia, não pegava realmente o espírito da coisa, sabe?

Eu acho lindo demais! E verdadeiro.

"Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas...'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela.
Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que se tornar mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?'. Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote.
Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor blusa sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade.
Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. E então, ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um
molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida - não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra...

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.
Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pêlo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer.
O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.

Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus...
...que é ser Mãe!"


Bom final de semana!
Mãe de Menina

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tô estressada... Mas não é com vc meu amor!

Essas últimas semanas foram de muito trabalho, mas muito mesmo, ao ponto de eu (as três meninas super poderosas em uma só) pedir pinico! (Mas não estou reclamando, hein! Graças a Deus estamos com muitos eventos na agência e rezo para cada dia termos mais... só to pedindo mais umas duas assistentes!! Rssss)

O principal resultado disso tudo é stress, cansaço (físico e metal, pq é muita informação), irritabilidade, mal humor, etc, etc, etc... Sentimentos ruins que eu não estou nem um pouco acostumada a sentir por tanto tempo seguido.

E o pior de tudo isso: não consigo deixar de “transmitir” esse baixo astral imediatamente pro Tommy.

Qdo eu chego em casa, que ele (e eu tbm, lógico) está morrendo de saudade, querendo dividir um monte de informações, novidades, brincadeiras comigo, eu não consigo responder como sempre...

Muito pelo contrário! Quando eu vejo tô irritada com ele, com a velocidade dele, ou com a meiguice dele (que me soa melado demais qdo estou assim), com as birras dele (que nada mais é q uma forma desesperada de chamar a minha atenção). Daí lógico: brigo com ele... E como ele não leva muito desaforo não, ele briga comigo!

Percebo que estou fazendo tudo errado e vou pro meu quarto, deixando ele na sala assistindo TV. Quero ficar em silêncio, para ver se a bagunça do dia sai da minha cabeça... Tenho esse direito tbm, não?!

Mas ele percebe que não estou bem... Chega a me perguntar várias vezes: “Mamãe, vc tá feliz?!”. Sou sincera com ele: “eu to estressada e cansada... mas não é com vc meu amor!”

Deve virar uma bagunça na cabecinha dele, porque eu sei q ele acha q tudo q eu sinto é só por causa dele! A tática dele então é ficar perto de mim... Mas do jeito dele: querendo que eu vá assistir TV, brincar, fazer xixi, tudo com ele.

Me policio o tempo todo para não ficar irritada com ele, para não descontar tudo isso nele.

Acho que esse é o meu maior desafio nessa fase do Tommy...

Qdo ele era bebê e mamava no peito, eu tbm percebia que ele “pegava” de mim a sensação que eu estava na hora da mamada: se eu estava tranqüila, acomodada, inteira ali com ele, na seqüência ele dormia bem, não tinha cólicas, nem aqueles choros compulsivos. Mas era só eu dar o peito em um lugar ou situação desconfortável, ou qdo estava triste, nervosa ou preocupada, ele tinha cólica, chorava, ficava assustado...

Com o passar do tempo, ele cada vez mais tem consciência do que estou sentindo, só de olhar pra mim ou de ouvir minha voz.

E agora ele até tenta conversar, me ajudar daquele jeitinho dele... O que me deixa incomodada, porque não queria que ele se preocupasse comigo... Pensamento louco, né!

Mãe de Menino

PS: Acho q semana q vem voltamos um pouco ao normal!!!