terça-feira, 26 de outubro de 2010

Garoto Tecnológico

Como tudo, a tecnologia foi apresentado a ele muito depressa e muito cedo!

E a nova agora é o vídeo game...

E não tenho como impedir: o pai dele tem 2 vídeo games em casa, o tio tem um, o padrinho outro! Onde quer q ele vá tem um aparelho. Até no cabeleireiro dele tem!!!

Mas antes ele não "processava" que era muito legal... Como ele não conseguia jogar direito o legal era só ficar olhando os outros jogarem. Só que desde que o Tio Humberto comprou um joguinho p ele, f#%¨&u!

É joguinho de aventura, com os heróis bebês: Wolverine, Homem de Ferro, Thor, Surfista Prateado, entre outros. Ele fica louco, porque o joguinho é para criança, então fácil de conduzir os personagens, dar golpes incríveis, causar grandes explosões...

E tudo isso só faz a agressividade dele aumentar. O que me preocupa muito!

Semana passada veio outro bilhete, agora dizendo que ele disse pro amiguinho que iria matar ele. Conversei com ele e expliquei que a mamãe do Pedrinho iria ficar muito triste se o filinho dela fosse pro céu e não voltasse mais...

Mas foi hoje de manhã que eu fiquei preocupada...

Estava arrumando ele para a escola e comentei toda animada:

Tommy leva o joguinho do Tio para a casa da Vovó Lú hoje. Assim vc joga no vídeo-game do papai.

Não dá, mamãe! O joguinho do tio é para Play Station 2 e o do papai é Play Station 3... Não dá pra jogar!

Ah tá...

Ainda no quarto, ele vira e fala:

Mamãe, a gente podia ir ao cinema de novo, né!

Mas não tem nenhum filme legal passado agora, meu amor! Mas eu ouvi dizer que ano que vem vai ter Carros 2.

Que legal!! Mas eu não quero ver em 3D, mas só com som surround (claro que aqui ele falou do jeitinho dele)! Eu gosto do som bem alto, mas não gosto de usar aquele óculos! É chato...

Fiquei quieta... Parada... Só pensando: meu Deus! É o meu bebê que esta falando tudo isso?!

E para fechar ele vira e pergunta:

Mamãe, será que o filme do Carros vai sair em Blu Ray?

Ah, não... Piada né!!!


Mãe de Menino

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Nosso (lindo) vinculo afetivo

O meu vinculo com o Tommy começou (com certeza) ainda na barriga... E foi tão forte, mas tão forte, que me isolei do mundo, queria só a minha barriga, quebrando até o relacionamento com o pai do Tommy, então meu namorado de anos.

A minha gravidez foi um grande susto pra mim, ao ponto de eu negá-la até eu completar 12 semanas e só cai na real quando a minha médica colocou um aparelhinho na minha barriga para ouvir o coraçãozinho dele bater muito rápido.

Desse dia em diante eu conversava com ele na barriga o tempo todo. Cantava na hora de dormir, contava das roupinhas, os detalhes... Dava bom dia e boa noite... Foi uma gravidez feliz e tranqüila.

Quando ele nasceu parecia que já nos conhecíamos há décadas!! Parecia que fazia parte da minha vida desde sempre... Minha única dificuldade foi chamá-lo pelo nome, porque eu o chamei de bebê e bebezão toda a gravidez. Só escolhi o nome Tommy algums minutos antes do parto, quando a médica sugeriu que escolhessemos logo o nome para ele nascer, já que eu estava há 13h em trabalho de parto!

No momento do parto ele quebrou a clavícula, o que não permitiu que eu ficasse com ele no colo o tempo todo (naquele chemeguinho gostoso de recém nascido, sabe), só para o necessário. Então eu o deitava na minha cama, de ladinho, olhando pra mim e ficava falando, cantando, brincando com ele. E eu juro que ele me respondia com barulinhos, tapinhas no meu rosto, chorinhos. (E tem algumas reações dele de hj que ainda me remetem a esse comecinho da nossa vidinha)
Após 4 meses do nascimento dele aconteceu a minha separação e percebi que eu precisava ter muita força, porque tinha uma vida ali que dependia de mim. Eu percebia que quando amamentava triste, ele ficava triste, mas quando ficava feliz e conversávamos, ele ficava calmo e feliz.

Eu chegava todos os dias do trabalho e, principalmente quando ficávamos sozinhos em casa, conversava muito com ele: contava meu dia, meus problemas, as coisas engraçadas... Tudo! Ele interagia comigo, como se entendesse tudo o que eu falava.

E naqueles momentos que a tristeza vinha com força, esperava ele dormir, para depois desmontar. Longe dele, lógico!

Com o passar do tempo ele começou a entender melhor o que acontecia e a nossa cumplicidade (que começou com o tal vinculo) aumentava mais. Ao ponto dele perguntar se eu estou bem só por ver a minha cara (que com certeza estava triste, mas tentando disfarçar).
Desde que moramos só nós dois fazemos tudo juntos: dormimos na mesma cama (e dormimos tarde, porque me recuso coloca-lo p dormir cedo e perder lindas e preciosas horas juntos durante a semana), comemos juntos (mesmo quando chego tarde do trabalho ele me espera para jantar), escovamos os dentes a noite juntos...

Quando eu penso nesses nossos quase 4 anos, vejo o quanto o nosso vinculo é muito lindo, forte e gigante.

Amo ser Mãe desse Menino